O dono da verdade

Por vezes, clientes incorrem no velho hábito, natural do ser humano, de julgar a qualidade dos trabalhos pela sua ótica particular. Bom para quem aprova, que sente seu ego satisfeito, mas em boa parte das vezes, péssimo para os resultados da empresa e do produto anunciado.

A mente humana é uma verdadeira caixa preta. Desejos, necessidades e sonhos de consumo que se escondem por trás de uma couraça utilizada no dia-a-dia para protegê-la do assombroso número de informações que recebe, e também para ajudá-la a selecionar “o que” deve ser mostrado aos outros e “o que não deve”.

As bibliografias da área de comunicação e psicologia nos mostram que as pessoas expõem o que querem expor e a autenticidade varia de acordo com o grau de intimidade que cada um tem para com o outro. E que nem sempre o que aparece é o “eu” verdadeiro. No caso das relações de consumo, onde anunciantes tentam a todo custo ocupar um espaço nobre na mente do consumidor, devemos tomar um cuidado redobrado, pois como se trata de uma relação comercial, o tempo necessário para o estabelecimento de confiança é muito maior. Por isso, as empresas devem ocupar tempo e recurso para pesquisar e avaliar as informações relacionadas ao consumidor e que devem ser extraídas de modo especial por profissionais qualificados (pesquisadores, psicólogos e sociólogos), caso contrário, podemos pensar nas pessoas de modo superficial e não entender as suas verdadeiras características. Não entendendo-as, não as atingimos com as nossas mensagens e conseqüentemente, não criamos desejo de consumo do nosso produto.

Aqui na Anima, nos preocupamos com resultados. E fazemos muito esforço para que todo nosso serviço se preste somente para ele. Portanto, há muito tempo, quando julgamos que existe uma “mancha escura ou nebulosa” no nosso entendimento do perfil do consumidor para o qual iremos trabalhar, recomendamos aos nossos clientes a realização de pesquisas e sondagens de mercado para clarear as nossas visões.

Alguns deles não hesitam em aceitar a nossa iniciativa e ficam motivados com a perspectiva de poder conhecer mais a fundo os seus clientes. Outros, afirmam que conhecem os seus clientes e que “quando a gente tiver alguma dúvida, podemos falar com ele”. Será?

Os anos de experiência já nos mostraram que esses filmes têm finais que são velhos conhecidos. No primeiro caso, do nosso cliente aberto a fazer o investimento, que por vezes economizará muitos reais, os resultados tendem a ser muito frutíferos. Já no segundo, corremos o risco de trabalhar para satisfazer uma necessidade, que não é a do consumidor, e sim a do nosso cliente, do seu ego.

Existe uma história antiga que é contada nos corredores das agências que ilustra bem esse caso: a do cliente que só acredita que os pontos de outdoor de uma determinada campanha são bons porque existe uma das placas que é colada no caminho de sua casa. Como ele vê essa placa todos os dias, ele crê que os pontos são bons. A pergunta é: será que ele é o target de seu produto? Será que o consumidor de seu produto também passa pela mesma rua?

Egos a parte, o que todo mundo deseja mesmo é vender. E esse deve ser o único objetivo a ser percorrido. Porque o mercado é implacável com quem não se esforça muito para entendê-lo. E esta é de fato, a única verdade absoluta.autor Tininha

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