Cuidado com O QUE e COMO você fala

macaco mudo
O modo como falamos e como nos comunicamos tem muita influência sobre o resultado final do que gostaríamos de informar. Ter consciência e procurar utilizar em benefício de uma boa comunicação é poder se aproveitar (no bom sentido) do que muitas pessoas não sabem ou se esquecem: a importância de uma comunicação eficiente no dia-a-dia. Lembrando que a eficiência da comunicação está ligada à interpretação dos códigos mentais, a linguagem mental e como nosso cérebro se comunica.

O ser humano é altamente influenciável e adaptável – nossa mente se programa com bastante facilidade. Tudo o que ouvimos, pensamos e falamos, programa nossa mente. E essa programação é armazenada em nossa memória.

A linguagem dirige nossos pensamentos para direções específicas e, de alguma maneira, ela nos ajuda criar a nossa realidade, potencializando ou limitando nossas possibilidades. A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para nos comunicarmos melhor (e gente, por que não nos aproveitarmos disto?). A seguir estão algumas palavras e expressões que utilizamos rotineiramente e que devemos estar atentos quando falamos, porque elas podem nos atrapalhar:

Cuidado com a palavra “NÃO”, A frase que contém “não”, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O “não” existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo, pense em “não”… (nada vem à mente). Agora vou lhe pedir “não pense em um elefante cor-de-rosa”, Eu pedi para você não pensar no elefante e você pensou, certo? Este é o problema do “não”. Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer.

Cuidado com a palavra “MAS”. Ela anula tudo que vem antes. Por exemplo: “Gostei do seu novo corte de cabelo mas a cor é ruim”. Perceba como o MAS anulou tudo o que veio antes e sobressaiu o negativo da frase. Uma dica é substituir, quando possível, “MAS” por “E”.

Cuidado com a palavra “TENTAR” que pressupõe a possibilidade de falha. Por exemplo: “Vou tentar terminar isso para você”. Tenho grande chance de não terminar, pois vai “tentar”, dá impressão de descomprometimento. Evite “tentar”, diga que fará ou que só poderá entregar em determinado prazo e, claro, cumpra-o.

Cuidado com as palavras “DEVO, TENHO QUE ou PRECISO”, que pressupõem que algo externo controla sua vida. No lugar, use “QUERO, DECIDO, VOU”.

Cuidado com “NÃO POSSO ou NÃO CONSIGO”, que dão a ideia de incapacidade pessoal. Prefira “NÃO QUERO, DECIDO NÃO, ou NÃO PODIA, NÃO CONSEGUIA”, que pressupõe que vai poder ou conseguir.

Procure falar dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo utilizando o verbo no tempo passado. Isto libera o presente. Por exemplo: “Eu tinha dificuldade de fazer isso”;

Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo, ao invés de dizer “VOU CONSEGUIR”, diga “ESTOU CONSEGUINDO”;

Substitua “SE” por “QUANDO”. Por exemplo, em vez de falar “Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”, fale “Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”. “QUANDO” pressupõe que você está decidido.

Substitua “ESPERO” por “SEI”. Por exemplo, em vez de falar, “Eu espero aprender isso”, fale: “Eu sei que eu vou aprender isso”. Esperar suscita dúvidas e enfraquece a linguagem;

Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo, ao invés de dizer “Eu gostaria de agradecer a vocês”, diga “Eu agradeço a vocês”. O verbo no presente fica mais concreto e mais forte.

Existem muitas outras expressões que falamos e que podem ser substituídas para que haja um melhor entendimento do que está sendo dito. Assim como tom de voz, expressões faciais, direção do olho, respiração. Tudo influencia. Fique de olho!

autor Ana

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