Você sabe para onde vai?

shutterstock_98596652“Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?

Isso depende muito de para onde queres ir – respondeu o gato.

Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.

Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o gato”.

Lewis Carroll

 Essa célebre frase já foi citada, tenho certeza, em algumas dezenas de aulas sobre Planejamento Estratégico, em centenas de cursos de pós-graduação espalhados pelo Brasil. E eu, mesmo correndo o risco de tornar-me repetitiva, arrisco a iniciar esse texto com ela. É que, não fosse por esse detalhe que a torna pouco charmosa, para mim é perfeita para abrir caminho para as palavras que escreverei a seguir, que são um convite à reflexão sobre “Manter o foco”.

A palavra Foco vem do latim – focus, fogo, lareira. Foi usada pela primeira vez por Kepler em 1604 em sentido matemático para “ponto de convergência”, em analogia com o ponto em que a proximidade dos raios de luz que passam por uma lente podem incendiar certos materiais.

Mas por que é tão difícil para as pessoas e as empresas concentrarem suas energias para um mesmo ponto de convergência para atingir seus objetivos? Acredito que um dos principais fatores é o medo de perder. Temos medo de focar em algo e perder oportunidades à nossa volta. Temos medo de perder os resultados que outros negócios que nada têm a ver com o nosso negócio podem gerar. Temos medo de perder os clientes que não consomem o nosso produto, que na verdade não foi feito para eles.

O que temos dificuldade de entender é que, quando não matemos o foco é bem provável que esses esforços dispersos, voltados para vários pontos distantes uns dos outros jamais terão a energia suficiente para acender a chama da conquista dos nossos objetivos.

Outro fator que pode explicar por que insistimos em não manter o foco é aquele indicado pelas palavras do astuto Gato à Alice, já citadas no início do texto: falta de clareza dos nossos próprios objetivos. Se não soubermos o que queremos para nossa vida, para nossa empresa ou para a nossa marca, mais facilmente seremos atraídos por modismos ou atingidos pelo constante medo de perder alguma coisa.

O que fica claro até aqui é que “manter o foco” significa “fazer escolhas”. E quando fazemos escolhas, ao mesmo tempo em que assumimos um caminho, determinamos um objetivo, declaramos certas coisas como “nossas”, também abrimos mão de muitas outras. Se olharmos para isso com seriedade e entendermos o poder e a coragem que estão por trás dessas decisões, poderemos colher os frutos e entrar para o hall das pessoas e das marcas que em algum momento decidiram escolher um caminho, estabelecer um objetivo e mantiveram-se firmes em seus propósitos.

Para ilustrar, cito uma marca de sucesso que mantém o foco em seu posicionamento desde que foi concebida, em 1948: a Land Rover.

http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/land-rover-aventura-pura.html

autor Miriam

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